terça-feira, 4 de junho de 2013

Financiamento imobiliário: vale a pena fazer amortizações extras?

O tão sonhado imóvel está comprado, a mudança já foi feita e o pagamento das prestações segue mês após mês, por tanto tempo que parece nunca acabar. E aí, se o mutuário ganha um dinheiro extra, surge a pergunta: será que vale a pena amortizar parte da dívida? E o que é melhor: reduzir o tempo de financiamento ou o valor da prestação mensal? O ideal é reduzir o prazo para pagamento da dívida, pois ao final do financiamento, paga-se menos juros. Para ilustrar bem esta situação, o Morar Bem pediu à Caixa Econômica Federal que fizesse uma simulação das duas situações. Pegando como exemplo o contrato de uma pessoa que tem um saldo devedor de R$ 105.107,85, valor a ser pago num prazo restante de 229 meses (ou 19 anos e um mês) e pagou em janeiro uma prestação de R$ 1.227,48, com juros de 7,9071% ao ano: se ela pagasse, hoje, R$ 30 mil, teria o prazo reduzido para 114 meses (ou 9 anos e meio, mais da metade do tempo). Já se a opção fosse reduzir o valor da prestação, esse mutuário pagaria em fevereiro uma parcela de R$ 876,43. Em ambos os casos, o saldo devedor passaria para R$ 75.134,10.

Numa outra situação, se o mutuário fizesse uma amortização de R$ 50 mil, o prazo cairia para 70 meses (ou 5 anos e 10 meses). Ou a prestação seria reduzida para R$ 653,37 com um novo saldo devedor de R$ 55.162,55. Como o contrato analisado obedece à tabela SAC, a mais comum para os financiamentos realizados em bancos, o valor da prestação continuaria sofrendo pequenas reduções mensais até o fim do financiamento.


— Reduzir o tempo é bom, porque ao fim do financiamento, o mutuário vai pagar menos juros. Mas é preciso que o mutuário analise a sua situação financeira. Se for uma pessoa que não tenha um salário ou rendimento mensal fixo e que tenha dificuldades em seu fluxo de caixa e precisa de fôlego, pode ser melhor reduzir a prestação — analisa Alexandre Espírito Santo, professor de finanças do Ibmec.


Um detalhe importante: com recursos próprios, o mutuário pode fazer amortizações extras a qualquer momento. Mas, se a intenção for usar o FGTS, as amortizações só podem ser feitas a cada dois anos.



Pela simulação apresentada, fica evidente que o melhor, financeiramente e analisando o montante da dívida, seria diminuir o prazo do financiamento. Contudo, se o orçamento está apertado, o melhor pode ser reduzir o valor da parcela e manter o mesmo prazo já programado na assinatura do financiamento.

Agora, falando de planejamento financeiro, devemos ir além e, para isto, devemos analisar de todas as formas possíveis:
1º passo: O dinheiro que será utilizado é oriundo de suas economias, por exemplo, poupança? Ou FGTS?
2º passo: Como utilizar esta reserva: apenas para amortizar o financiamento da casa?
3º passo: Esta ou vai precisar deste capital para suprir outra necessidade?
4º passo: Pretende trocar de carro neste ano ou no próximo?

A análise financeira vai muito além do simples fato de escolher (decidir) entre utilizar o dinheiro guardado com tanto suor para reduzir prazo ou valor da prestação de seu financiamento. Afinal de contas, de que adianta ganhar dinheiro amortizando o financiamento habitacional e, por outro lado, perder muito dinheiro ao financiar o carro da família a taxas de juros em torno de 2,08% ao mês?

Lembre-se: onde temos a menor taxa de juro no mercado financeiro? Acredito que, no sistema habitacional, que no exemplo acima, a taxa de juro de 0,63% ao mês, é mais atraente. Cabe salientar que a análise financeira vai muito além do que foi escrito até aqui. Este foi apenas um pequeno exemplo do que avaliar antes da tomada de decisão do chefe de família.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Educação financeira começa na infância



Desde muito cedo, é preciso ensinar o valor do dinheiro aos filhos. Mas como fazer isso?

Bonecas, roupas, jogos e aparelhos eletrônicos, um chocolate no bar da escola. As tentações do mundo do consumo fazem parte da rotina infantil, e os apelos são cada vez mais constantes entre as crianças. Se para muitos adultos lidar com o dinheiro e as finanças já é uma tarefa complicada, ensinar os pequenos lidar com os limites das compras pode ser ainda mais difícil.
Por mais que os pais queiram escolher o melhor momento para abordar o assunto com as crianças, a percepção dos pequenos sobre o dinheiro já começa a ser formada antes mesmo de o tema entrar em pauta.

— Mesmo que você não fale diretamente com as crianças sobre as finanças, o assunto já está inserido no contexto familiar desde sempre. Elas observam os pais, a maneira como eles lidam com o dinheiro, o poder e as aquisições. A educação financeira não está isolada da educação global e deve, portanto, ser considerada desde o princípio — explica a psicóloga e terapeuta familiar Maria Alice Targa.

As primeiras lições começam nas atitudes simples do cotidiano. As recomendações de não deixar a torneira aberta ao escovar os dentes, apagar a luz ao sair da sala ou não desperdiçar comida no prato mostram aos pequenos que mesmo as coisas mais fundamentais de uma casa devem ser valorizadas, preservadas e, claro, precisam ser pagas.

— É importante dar às crianças a consciência de que nada vem do céu. Há pesquisas que comprovam essa ideia: se você não explica que muitas coisas na vida têm um custo, elas pensam que "foi papai do céu quem deu" — esclarece o economista Alfredo Meneguetti, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Negociação e paciência são importantes para domar os ímpetos consumistas das crianças

As compras da família Von Hohendorff, de Ivoti, são sempre acompanhadas pela filha Isabele, 11 anos. Desde pequena, ela está inserida na rotina financeira dos pais, o advogado Daniel e a arquiteta Liziane. No supermercado, tudo é negociado.

— Fazemos as contas juntos: se trocarmos essa marca de iogurte pela outra, o que podemos comprar com a diferença? Assim vamos negociando e ela vai aprendendo a administrar as finanças — conta Daniel.

Hoje, Isabele já faz suas próprias compras administra uma mesada, mas sua responsabilidade com o dinheiro foi inserida aos poucos, sempre com base em bons exemplos e muita conversa.

— No começo pode até ser um pouco complicado, mas os ganhos são muito grandes. É claro que é mais fácil passar o cartão de crédito e dar aquilo que a criança pede, mas a gente fala tanto em ecologia e sustentabilidade e vai criar um consumista dentro de casa? — indaga Daniel.

E não é somente em casa que Isabele aprende sobre finanças. No colégio em que ela estuda, o Instituto de Educação Ivoti, a educação financeira faz parte do currículo há mais de 10 anos. Desde as séries iniciais, os professores desenvolvem atividades que incentivam o hábito de economizar.

E quando a grana está curta?

Os desejos de consumo das crianças costumam aparecer com mais frequência quando elas começam a se socializar, e o desejo de ter o mesmo que o amiguinho é despertado. Se as finanças da família estão apertadas e não permitem comprar algo que é muito desejado e valorizado pela criança, a negociação entra em cena.

— A conversa é o ponto principal nesse momento. Você negocia, explica que é preciso esperar, que o pagamento será feito aos poucos. As crianças precisam ter a noção que existem outras prioridades nas finanças da família e que não se pode ter tudo no momento em que se quer — explica a psicóloga e terapeuta familiar Maria Alice Targa.

A frustração é inevitável e, mais do que isso, fundamental. Ela ajuda a valorizar as conquistas, a lidar com as limitações da vida e a alimentar os desejos e as aspirações.

— O não bem dito e explicado sempre traz um ganho. As crianças que têm menos, que almejam e que esperam costumam ter menos episódios depressivos em suas vidas. Quem tem tudo não deseja nada e não valoriza nada.

Lições de economia infantil

O economista Alfredo Meneguetti mostra as cinco lições que podem ajudar os pais a falar sobre finanças com as crianças. Confira:

1. Mostre para as crianças que as coisas que ela têm em casa não são dadas, que há um custo diário para manter a vida funcionando. Explique que a água da torneira e a luz da sala são pagas pelos pais e, portanto, precisam ser economizadas.
2. A partir dos seis ou sete anos, a criança deve acompanhar os pais nas compras do supermercado. Explique o custo dos produtos, mostre o quanto se gasta para comprar a carne, a massa, o leite. Assim, ela vai assimilando os valores.
3. Nesta mesma idade, comece a dar algum dinheiro semanalmente para a criança. Pode ser um valor pequeno, de R$ 15. Ela vai administrar essa quantia e perceber que, se gastar tudo no mesmo dia, não terá mais depois.
4. Compre um ‘porquinho’ para que a criança possa ter uma poupança ao começar a administrar seu dinheiro. Este é um recurso antigo e pouco usado atualmente, mas muito eficaz, pois o valor depositado nele não pode mais ser usado quando quiser. Essa distância do dinheiro é importante.
5. Estabeleça metas com as crianças, seja de uma quantia a ser economizada ou de alguma compra. Os pais devem construir e realizar os sonhos com as crianças, fazendo com que elas participem desse processo.

E você, está conseguindo educar/domar o ímpeto consumista de seu filho?

Fonte: ZH

sábado, 6 de abril de 2013

Número de famílias inadimplentes recua em março



O percentual de famílias com dívidas recuou entre fevereiro e março de 2013. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o número de endividados apresentou alta. Já os percentuais com dívidas e contas em atraso e sem condições de pagar contas em atraso apresentaram queda tanto na comparação mensal quanto na comparação anual.

O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro recuou ligeiramente entre fevereiro e março de 2013, passando de 1,5% para 61,2% do total. Em março de 2012, 57,8% haviam declarado
ter tais dívidas.

Já o percentual de famílias inadimplentes alcançou 19,5% em março de 2013, ante 22,1% em fevereiro de 2013 e 21,8% em março de 2012.


Gostou do texto? Então, leia-o na integra:

domingo, 3 de março de 2013

Objetivo da Orientação Financeira Pessoal


Geralmente, a maioria das pessoas só recorre a um consultor quando há alguma crise financeira: descontrole nas contas, dívidas, ausência de poupança, dúvidas quanto a produtos financeiros, etc. O instrutor financeiro, em primeiro lugar, auxiliará seu cliente a avaliar tudo acerca da vida financeira. Os passos seguintes serão fixar objetivos e metas, analisá-los, ver o mercado, montar estratégia e monitorá-la.

No universo familiar, grandemente caracterizado por laços de afeto, a questão financeira pode influenciar de forma negativa as relações que se estabelecem, visto que o descontrole orçamentário e a falta de planejamento e comunicação sobre gastos são capazes de gerar desarmonia e conflitos. Sabe-se que muitas pessoas fazem planejamento conjunto para decidir prioridades e que boa parte delas brigam devido a questões financeiras.

O Planejamento Financeiro tem como objetivo auxiliar a criar uma estratégia precisa para acumulação de bens e valores que irão formar o patrimônio de uma pessoa ou de uma família ajudando-as a arquitetar um projeto de vida para a conquista de etapas importantes da vida como acumular recursos para a faculdade dos filhos, para a compra de imóveis, para a tão sonhada aposentadoria, para iniciar um negócio próprio ou proteger sua família contra eventualidades.

Poderá, também, enxergar melhor para onde está indo seu dinheiro e passar a gastá-lo melhor, além de replanejar suas dívidas para poder livrar-se das mais preocupantes. Deve-se transformar consumo compulsivo e sem controle pelo consumo inteligente e planejado. É preciso, também transformar dívidas excessivas e mal controladas por uma poupança programada e planejada.

O que se deve buscar? Viver uma vida saudável de bem com as finanças e poder realizar todos os sonhos e objetivos mais importantes.

A importância de planejar


Planejar é antecipar-se aos eventos futuros não para prevê-los e sim para lidar com eles. Planejar não é adivinhação, e sim usar as informações disponíveis e escrever sobre elas. Planejar é cuidar do que possui e dos desejos e necessidades futuros. Planejar é descobrir-se capaz de olhar amanhã sem medo, apesar de toda a imprevisibilidade.

Planejamento financeiro é organização para se conscientizar, para conseguir entender como são e como estão as suas finanças e se apropriar dela. Ao planejar, lidamos com nossas limitações, responsabilidades, diferenças e, então, passamos a enxergar as nossas riquezas que incluem o dinheiro e o patrimônio, mas não se limitam a eles.

Planejar, em alguns casos, pode ser um ato de lucidez; noutros, uma questão de sobrevivência e solvência; para alguns, preservação; para outros, transformação.

Matemática Financeira


Sabe-se que a matemática financeira é um instrumento útil usado na tomada de decisão de um planejamento financeiro e, no mundo dos negócios, é imprescindível a utilização de suas técnicas, que são necessárias em qualquer operação financeira.

O profissional que usa a matemática financeira como ferramenta conceitua as principais variáveis do processo de uma operação financeira, que são classificadas como: a taxa de juros, o capital e o tempo (time value money). Usando esta técnica em gerir informações para que possa traçar com eficiência e racionalidade os fluxos financeiros, tanto em regime de juros simples como juros compostos.

Instrutor Financeiro Pessoal

O Instrutor Financeiro Pessoal instrui o indivíduo e ensina a arte de gerenciar seus recursos sabiamente de acordo com suas necessidades tanto financeira como emocional, concentra-se na educação do cliente e em desenvolver suas habilidades com a simples mudança de hábitos.

Ainda detecta os maus hábitos financeiros, ajudando a focar um nível saudável em relação ao dinheiro, elaborando um plano pessoal personalizado e ajudando o receptor a conquistar o objetivo final ser educado financeiramente.

Eco-Finanças


Sustentabilidade Financeira, conceituado como Eco-Finanças é o termo usado para descrever o indivíduo que tem pensamentos socioambientais, usando a reciclagem e a consciência ambiental como estilo de vida, trazendo para si e seus uma economia não só financeira, mas ajudando as futuras gerações. Ele (indivíduo) tem o objetivo de utilizar adequadamente os recursos disponíveis para sua sobrevivência em prol de uma vida saudável, buscando ter responsabilidade sustentável.

Mude seus hábitos financeiros, seja você sustentável financeiramente.

O que é Educação Financeira Pessoal?


A Educação Financeira pode ser compreendida como a administração das finanças pessoais, sendo esta individual ou familiar, através do planejamento das receitas e gastos, programação de metas para realizar sonhos com o objetivo de alcançar a independência financeiramente. Este processo é adquirido através de mudanças de hábitos e costumes, disciplina e vontade de ter uma vida financeira saudável. Seu aprendizado é continuo, sempre com novas ideias, novas ferramentas e dicas em como administrar as finanças pessoais.

O que é um ‘Personal Finance’?


É a pessoa que analisa seu perfil e suas necessidades, podendo auxiliá-lo a adequar melhor o seu custo com renda mensal, encontrando um ponto de equilíbrio entre seus gastos e ganhos.